Futuro Hoje (SIC): quando o hardware trava o sonho da IA

Futuro Hoje (SIC): quando o hardware trava o sonho da IA

Há quase duas décadas que a televisão portuguesa tem um único espaço fixo dedicado a tecnologia. Um episódio recente sobre o MWC 2026 mostra bem porque vale a pena seguir.

Em televisão generalista portuguesa, tecnologia costuma ser tratada como assunto secundário — um apontamento rápido entre a política e o desporto. O Futuro Hoje, rubrica semanal do Jornal da Noite da SIC apresentada por Lourenço Medeiros (Editor de Novas Tecnologias da SIC), com reportagem de Vítor Caldas, é a exceção: o único espaço fixo de tecnologia numa televisão generalista em Portugal, no ar desde 2007.

O episódio “MWC 2026: a Inteligência Artificial entre o Sonho e a Crise” (17 de março de 2026) percorre o Mobile World Congress em Barcelona pelo lado mais vistoso — telemóveis topo de gama, computadores cada vez mais finos, alternativas em realidade aumentada, e curiosidades como o telemóvel robótico da Honor que “expressa emoções” ou o Vision da Xiaomi, um hipercarro que existe apenas no mundo virtual. Mas a reportagem não fica por aí: aponta também a crise que já se anuncia por trás do otimismo.

🎯 O ângulo que nos interessa

A procura elevada de memórias RAM para centros de dados de IA está a provocar, segundo a reportagem, um “tsunami” nos custos de produção — com consequências diretas nas vendas mundiais e no acesso dos consumidores a novas tecnologias. É a ligação que raramente se vê feita em português: a fome de computação da IA não fica só nos data centers, chega ao preço do telemóvel ou computador que qualquer pessoa compra a seguir.

A reportagem destaca ainda a inovação portuguesa presente na “Four Years From Now”, a zona de startups do MWC — entre os exemplos, um candeeiro inteligente para monitorização de epilepsia.

Se procuras o mesmo tipo de olhar sem filtros aplicado a ferramentas específicas de IA — o que funciona, o que é preço a mais por pouco, o que ainda não está pronto — o catálogo do FerramentasAI segue a mesma lógica: menos hype, mais utilidade real.

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