
Este artigo reúne tudo o que já se sabe sobre os óculos Samsung 2027 e sobre a primeira geração, que chega ainda em 2026. A Samsung já lançou os primeiros óculos inteligentes: os Galaxy Glasses, sem ecrã, mostrados ao lado da Google no Unpacked de 2026, com chegada às lojas marcada para o outono. Mas o que anda mesmo a dar que falar é a segunda geração, um modelo com ecrã dentro da lente, codinome “Haean”, que várias fontes apontam para 2027. Neste artigo separo o que já está confirmado do que ainda é boato, e explico porque é que a inteligência artificial, mais do que o ecrã, é a aposta que realmente conta para a Samsung nesta categoria.
O que já é real: os Galaxy Glasses chegam em 2026
A Samsung revelou os Galaxy Glasses oficialmente, de mãos dadas com a Google, com design assinado por duas marcas de óculos conhecidas: a Gentle Monster e a Warby Parker. Não têm ecrã. A aposta aqui é câmara, microfones e altifalantes embutidos, ao jeito dos óculos Ray-Ban da Meta. Isto é o que já sabemos, com confirmação da própria Samsung e da imprensa especializada:
- Chip Qualcomm Snapdragon AR1 Gen 1
- Câmara integrada para fotos e partilha de vídeo em chamada
- Até 9 horas de autonomia, com a case a recarregar mais 7 vezes
- Sistema operativo Android XR, construído à volta do Gemini da Google
- Suporte para lentes graduadas
- Lançamento previsto entre 23 de setembro e 21 de dezembro de 2026
- Preço estimado por analistas entre 300 e 500 dólares, ainda sem confirmação oficial
Esta primeira geração vai competir de frente com os óculos Ray-Ban e Oakley da Meta, já com IA. Se quiseres perceber melhor essa concorrência, o nosso review completo do Meta AI cobre também os Ray-Ban Meta.
Óculos Samsung 2027: o que já se sabe (e o que ainda é boato)
Aqui convém ter cuidado. Nada disto foi confirmado pela Samsung. O que existe são leaks consistentes, vindos de várias fontes (SamMobile, Android Authority, Android Headlines), sobre um segundo modelo com o codinome “Haean”, cujo número de modelo, SM-O500, apareceu em ficheiros de firmware do One UI 9.
- Ecrã dentro da lente. Ao contrário da primeira geração, este modelo deve trazer um ecrã micro-LED embutido diretamente na lente. É a resposta da Samsung aos Ray-Ban Display da Meta.
- Lançamento. Reportado para 2027, mas a própria SamMobile já avisou que pode escorregar para 2028, dependendo de quão pronto o produto estiver.
- Preço. As estimativas apontam para algo entre 600 e 900 dólares, bem acima da primeira geração, o que faz sentido dado o custo de meter um ecrã lá dentro.
- Plataforma. Deve continuar em Android XR. O número de modelo não usa o prefixo “I”, reservado ao headset Galaxy XR (SM-I610), o que ajuda a descartar essa hipótese.
Há também uma prova física disto, e não só leaks. Na AWE USA 2026 (Augmented World Expo), em Long Beach, na Califórnia, entre 16 e 18 de junho, a Samsung Display, a subsidiária de ecrãs do grupo, mostrou um protótipo funcional de óculos AR. Tinha um microdisplay RGB OLEDoS de 0,62 polegadas embutido na armação, e já corria tradução em tempo real, navegação e dados meteorológicos sobrepostos à vista real.
Isto é hardware que já existe e funciona, não é só um número de modelo escondido num ficheiro. Ainda assim, a própria Samsung Display não confirmou que este protótipo esteja ligado ao produto de consumo “Haean” da Samsung Electronics. Pode ser só uma demonstração de tecnologia de painel que só mais tarde chega a um produto final, com especificações diferentes.
Nota: datas e preços de produtos que ainda não foram lançados são estimativas baseadas em leaks. A Samsung não confirmou nenhum destes valores, por isso vale sempre a pena confirmar a informação mais recente antes de tirares conclusões.
Porque é a IA, e não o ecrã, a verdadeira inovação
É tentador focar tudo no ecrã, porque é a diferença física mais óbvia entre as duas gerações. Mas em termos de experiência, um ecrã dentro de uma lente já não é propriamente novidade. A Meta já o fez com os Ray-Ban Display. O que distingue mesmo a aposta da Samsung é a profundidade da integração com o Gemini da Google, construída em cima do Android XR desde a primeira geração, mesmo sem ecrã:
- Compreensão visual em contexto. Perguntas ao Gemini sobre o que estás a ver através das lentes, em tempo real, sem teres de descrever a cena por palavras.
- Tradução em tempo real da fala de outra pessoa.
- Resumo automático de mensagens longas que recebes.
- Indicações de navegação baseadas na tua localização.
- Partilha da tua vista em direto durante uma chamada de vídeo. A outra pessoa vê exatamente o que tu vês.
- Integração com o resto do ecossistema. Um gesto no Galaxy Watch tira uma foto discretamente pelas câmaras dos óculos, as fotos aparecem sozinhas num álbum dedicado no telemóvel, e o relógio consegue encaminhar chamadas para os óculos.
Tudo isto já funciona sem ecrã nenhum. O que sugere que, quando o ecrã chegar, em 2027 ou 2028, vai somar-se a uma camada de IA já madura, em vez de ser a novidade sozinha. Se quiseres perceber melhor o papel do Gemini nisto tudo, vale a pena ver o nosso review completo do Gemini e o guia Todos os Serviços de IA da Google em 2026.
Como se compara com a concorrência
A Samsung entra numa corrida já disputada. A Meta lidera em volume com os óculos Ray-Ban e Oakley com IA, e já avançou para o hardware com ecrã através dos Ray-Ban Display (o nosso review do Meta AI cobre isto). A Apple é dada como estando a preparar a sua entrada nesta categoria, também com e sem ecrã, mas sem datas confirmadas. Nesta corrida, a Samsung não está a tentar ser a primeira. Está a tentar usar aquilo que já tem: um ecossistema instalado (Galaxy Watch, Galaxy phones) e um assistente de IA de terceiros, o Gemini, que já lidera em várias comparações diretas com alternativas próprias da concorrência.
Se esta onda de gadgets com IA embutida te interessa, também escrevemos sobre o Plaud Note e NotePin, os gravadores vestíveis que transcrevem reuniões automaticamente, e sobre o Oura Ring 4 e o Oura Advisor, o anel que usa IA para analisar sono e stress.
Para resumir
Os óculos sem ecrã da Samsung são reais, chegam ainda em 2026, e têm o Gemini como motor central de tudo o que fazem. Os óculos Samsung 2027, o tal “Haean”, são o produto que mais se aproxima do que costumamos imaginar quando pensamos em “óculos do futuro”. Só que continuam, para já, no território do leak e da estimativa, com um risco real de adiamento para 2028. O que já está garantido, e vale a pena acompanhar, é a maturação da camada de IA. É ela que vai decidir se estes óculos servem para alguma coisa no dia a dia, muito mais do que a resolução do ecrã que ainda está para vir.
Sources:
– Samsung Newsroom — Galaxy Glasses
– New Atlas — Samsung’s new AI glasses work with Google’s Gemini AI
– SamMobile — Samsung could launch display-equipped smart glasses in 2027
– SamMobile — Samsung may be working on more advanced Galaxy Glasses for next year
– TechRepublic — Samsung Galaxy Glasses Leak: Pricing, Specs, and Launch Timeline
– Sammy Fans — Samsung showcases AR Smart Glasses with 40,000-nit screens at AWE USA 2026